PERDÃO.
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Notícia Estendida
PERDÃO.
Milhares no mundo todo já escreveram sobre o perdão. Eu tenho outros textos sobre o assunto, e realmente é inesgotável. Até uma revista essencialmente não do mundo cristão se preocupou do assunto na última edição: Veja! Para ilustrar a reportagem, entrevistaram Guilherme de Pádua no templo da I. Batista da Lagoinha onde ele trabalha e é membro! Guilherme assassinou junto com a então esposa, a atriz e colega da Globo Daniella Perez em 1992. Este irmão diz na entrevista que gostaria de ser perdoado pela escritora Glória (mãe da vitima), mas que sabe que tal não acontecerá, e mesmo que acontecesse, o fato não seria apagado de sua mente e história; terá que conviver com isto para o resto de sua vida! Guilherme afirma que entende que muitos ainda não acreditam na sua conversão, mas que este número era bem maior anos atrás. Sua fé em Jesus o tem ajudado demais, porque também encontrou um grupo de irmãos que lhe dá suporte. A repórter que o entrevistou, deixou claro suas dúvidas nas perguntas: “ O senhor não sente remorso por ter assassinado Daniella Perez? – Seu erro merece perdão?” O problema é que a sociedade em geral, assim como os cristãos, naturalmente escolhem pecados que podem ser perdoados, outros que devem demorar para isto, e outros que não só perdão mas também o que solicita, devem ser desprezados. O perdão de Deus não considera nossa vontade, porque é mandamento e tem condições: "Perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos os que nos ofenderam". – Mat, 6:12- “ Perdoem e serão perdoados” – Lucas 6:37 - "Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas" – Mat. 6:14-15. Quando somos feridos, abusados, ou insultados a reação da "carne" (a natureza caída) é revidar. Nós maquinamos revanche, ou nos afundamos em amargura. Mas Deus requer perdão, senão Ele não nos perdoará. Se não quisermos - ou não pudermos - perdoar, então não há razão para orarmos por perdão, porque Deus nos disse claramente que não o receberemos. T ambém não adianta evitarmos o assunto nos distraindo com obras religiosas, ou louvores a Deus quando nosso coração está cheio do não perdoar, que se não é um pecado que cresce, é um estado que avança outras áreas de nosso viver! Não temos que lutar com as lembranças, porque quem esquece é Deus ( Pois eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados" Hb 8:12), mas não podemos viver em estado de defesa agressiva! Se alguém me fere ou ferirá, não posso me vingar porque não sei dimensionar o troco, podendo exagerar: "Minha é a vingança; eu retribuirei", diz o Senhor. – Rom. 12:19. Por outro lado, quando um adversário estiver pagando pelo que fez, não devo me alegrar: “Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e não se regozij e o teu coração quando ele tropeçar”. Prov. 24:17. Mas eu quero perdoar e não sei como fazer; não sabemos mesmo; sozinhos não saberemos, mas com a ajuda de Deus e O buscar incessante, é possível: “Sem mim nada podeis fazer". João 15:5. Pedro um apóstolo que no início de sua fé, era um tanto violento no falar e agir, já velho, escreveu: “não paguem o mal com o mal, ou abuso com abuso; ao contrário, retaliem com bênçãos, pois uma bênção é a herança para a qual vocês foram chamados.” I Ped. 3:9. Caio Fabio escreveu recentemente: “ Você pode ter errado muito e tomado consciência de tudo como culpa, e, por isso, senti-se culpado até quando nada faz de errado. Ou, quem sabe, você é a apenas um neurótico, oprimido por elevadas demandas pessoais de perfeição, de acerto e correção, e, assim, todas as vezes que alguém reclama algo de sua pessoa, havendo ou não razão para tal, você se sente culpado pela tristeza e frustração que possuíram o coração do outro, e, assim, se culpa e sofre. Ou ainda pode ser que você sofra de um narcisismo de justiça-própria, e, por tal razão psicológica, sinta-se culpado sempre que você não seja visto com beleza pelo olhar de outros. Assim é o vício da culpa; posto que desse modo ele opera esteja ou seja a pessoa culpada ou não de qualquer coisa. A culpa, porém, existe também, e, sobretudo, de modo objetivo; e, na maioria das vezes, os verdadeiros culpados desenvolvem mecanismos de dormência e auto-engano a fim de adiarem, se possível até a véspera da morte, a reflexão sobre o que fizeram e fazem. Num mundo caído e para o homem caído, o sentir-se culpado quando se peca é uma das maiores dádivas do Deus de Graça. Sim! Pois, culpados e sem culpa seríamos diabos encarnados. A culpa, porém, é uma dádiva da redenção, e, sem ela, não há processo de salvação para aquele que peca.”