“EU SOU CULPADA”
Enviado por vital em

Notícia Estendida


Entre muitas frases que ela disse no início da terapia onde buscava ajuda para o filho viciado em drogas ( crack, principalmente), esta ( “eu sou culpada”) foi repetida várias vezes. Buscava ajuda para o filhinho de 26 anos, mas era ela quem primeiro precisava de ajuda! Discordar do paciente não é de bom alvitre no início. Tal precisa achar que tem toda razão, se sentindo segura mesmo que a depreciação seja alta! É preciso acompanhar a doente ( isto mesmo) para depois começar a mostrar caminhos, sem afirmar que ela estava totalmente culpada, quando disse “ eu sou a culpada”. Todos tempos culpas! É indesculpável aquele que acha não ter culpas e sente apto para apontar deslizes nos outros. Voltaire disse que “mais vale arricar-se a salvar um culpado do que condenar um inocente”. Sêneca escreveu isto para esta senhora: “ a principal e mais grave punição para quem cometeu uma culpa, está em sentir-se culpado”. No caso de pais que se sentem culpados porque os filhos se marginalizaram, pode até ter uma parcela de razão, mas não podemos deixar com que arquem com todo este peso. Culpa maior tem aquele (a) que se julga totalmente isento de um contexto, apontando com facilidade verbal o filho como culpado de tudo. No sentido religioso a culpa vem em decorrência da avaliação negativa de um deus, exigindo do “culpado” expiações. Nos dias de hoje, algumas igrejas usam tal estado emocional dos culpados, para faze-lo$ pagar semanalmente, até que atinjam um estado nirvanico naquela denominação e tão somente! Religiosamente, pecado e culpa são siameses. O dicionário me diz que “a culpa é um sentimento de responsabilidade e remorso por uma ofensa, crime, erro, que seja real ou imaginado”. No entanto, enxergar a culpa corretamente, nos é uma maneira de proteção ao nosso viver . E como se livrar dela? Tentar esconder é pior! É preciso buscar Deus ( no meu caso, Javé) que quer que o seu padrão seja a forma de se libertar da culpa. Eu ainda tenho minhas sombras, e algumas delas não me abandonarão e tenho que aprender a conviver com elas ( Paulo tinha um “espinho” que não o deixou). Eu tenho que saber que sou pecador ( Rom. 3:23) e entender que Jesus Cristo está disposto sempre a me perdoar, fazendo disto um alicerce para minhas paredes que são meus filhos, por exemplo! Isto não quer dizer que vou ter todos os meus problemas resolvidos imediatamente sem aflições; quer dizer que terei uma pessoa sempre ao meu lado ( Jesus Cristo), grande descoberta que fiz quando “percebi então Ele não vivia longe lá no céu, sem se importar comigo”.